O
estudo de 85 anos da Harvard revelou que casamentos duradouros não
se sustentam em sentimentos cinematográficos, mas na capacidade de
conviver com as particularidades do outro. Casais que permaneceram
juntos por décadas não tentavam “reeducar” um ao outro. Uma
mulher disse: “Ele ronca há 40 anos e eu parei de brigar com
isso.” A base era a aceitação, não flores ou serenatas.
1.
O segundo padrão é saber deixar os conflitos passarem, em vez de se
aprofundar em cada detalhe. Casais que discutiam sobre tudo e
brigavam para provar quem estava certo se separavam com mais
frequência. Aqueles que permitiam que algumas coisas ficassem sem
serem ditas duravam mais. Um marido confessou: “Aprendi a ficar
quieto quando ela está chateada, e no dia seguinte já estamos rindo
novamente.” Não era amor que o mantinha, mas o entendimento de que
a paz valia mais que vencer.
2.
Outro fator oculto era a rapidez para se reconciliar após as brigas.
Psicólogos da Harvard identificaram que, em casamentos sólidos,
sempre havia um parceiro que fazia as pazes primeiro, mesmo se
acreditasse estar certo. Era como “sacrificar o ego pela
tranquilidade”. Como resultado, essas pessoas apresentavam melhor
saúde, memória mais clara e maior satisfação com a vida. Não se
tratava de romance, mas de um mecanismo funcional.
3.
O verdadeiro elo era a mentalidade de “nós contra o mundo”.
Casamentos com mais de 30 anos frequentemente resistiram à pobreza,
dívidas, pressões familiares ou gerir um negócio juntos. As
pessoas disseram: “Conseguimos porque permanecemos unidos contra
tudo”. Não foram os filhos ou a paixão, mas as batalhas
compartilhadas que os tornaram inabaláveis, criando um vínculo mais
forte que promessas.
4.
E uma última surpresa: a capacidade de suportar crises. Todo
casamento tem momentos críticos, mas aqueles que não tomaram
decisões precipitadas frequentemente observaram que, depois de seis
meses, a tempestade passava. “Decidi não agir, e tudo passou”
foi a resposta mais comum. Harvard concluiu: casamentos duradouros
sobrevivem pela paciência em momentos que tudo parece perdido.
Fonte
do Texto: O texto original é baseado nas conclusões do Estudo de
Desenvolvimento Adulto de Harvard (Harvard Study of Adult
Development), um dos estudos longitudinais mais longos da história.
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