Agora
no fim da vida,
É
tempo de despedida,
Viagem
só de partida,
Jornada
não escolhida.
Aquele
que tudo fez,
Agora
está tão sozinho,
Caminha
devagarinho,
À
espera de um carinho.
Aquele
ser paciente,
Que
esteve sempre presente,
Agora
o veem como um repelente,
Atazanando
a vida da gente.
Muitas
vezes, são desprezados,
Esquecidos
e desamparados,
Por
nós, tratados com intolerância,
Abandonando-os
à distância.
Familiares
com lealdade,
Os
tratam com dignidade,
Lhes
dando calor e amizade.
Velhice
não é sofrimento,
É
ternura e encantamento.
Também
não é decadência,
É
apenas uma circunstância.
É
preciso dar-lhes atenção,
Amor,
carinho e proteção,
Para
que a culpa e a aflição,
Não
deixem sequelas no coração.
Aquele
que a todos fez,
Agora
está tão cansado,
Caminha
desengonçado,
À
espera de ser amado.
Aquele
olhar marejado,
Agora
já está focado,
Naquilo
que foi buscado.
Naquele
lugar tão sonhado,
Semelhante
ao Eldorado,
Jamais
será desprezado.
JC
COUTINHO
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