15 de setembro de 2025

VELHICE

Agora no fim da vida,
É tempo de despedida,
Viagem só de partida,
Jornada não escolhida.

Aquele que tudo fez,
Agora está tão sozinho,
Caminha devagarinho,
À espera de um carinho.

Aquele ser paciente,
Que esteve sempre presente,
Agora o veem como um repelente,
Atazanando a vida da gente.

Muitas vezes, são desprezados,
Esquecidos e desamparados,
Por nós, tratados com intolerância,
Abandonando-os à distância.

Familiares com lealdade,
Os tratam com dignidade,
Lhes dando calor e amizade.

Velhice não é sofrimento,
É ternura e encantamento.
Também não é decadência,
É apenas uma circunstância.

É preciso dar-lhes atenção,
Amor, carinho e proteção,
Para que a culpa e a aflição,
Não deixem sequelas no coração.

Aquele que a todos fez,
Agora está tão cansado,
Caminha desengonçado,
À espera de ser amado.

Aquele olhar marejado,
Agora já está focado,
Naquilo que foi buscado.

Naquele lugar tão sonhado,
Semelhante ao Eldorado,
Jamais será desprezado.

JC COUTINHO

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