30 de dezembro de 2025

O HOMEM RETRAÍDO

HOMENS SOB PRESSÃO: A passividade (ou mansidão) masculina contemporânea não é uma escolha de personalidade, mas um mecanismo de defesa diante de um novo cenário social e jurídico. O medo de que uma abordagem seja interpretada como assédio ou importunação sexual criou um ambiente onde o homem prefere o silêncio e o celular à iniciativa, visando evitar denúncias que poderiam arruinar sua vida profissional e pessoal.

QUEIXA FEMININA: Algumas mulheres reclamam que os homens perderam a atitude e não tomam mais a iniciativa. Dizem que, em bares e festas, eles ficam focados no celular, não olham, não se aproximam e não agem.

CRÍTICA AO FEMINISMO: Os homens argumentam que o movimento feminista é a principal causa dessa mudança. Segundo eles, o feminismo “castrou” a atitude masculina através da criminalização de comportamentos que antes eram vistos como flerte.

MEDO DAS CONSEQUÊNCIAS LEGAIS: Citam diversas leis e conceitos (Lei Maria da Penha, misoginia, assédio, estupro presumido) que tornam qualquer aproximação arriscada, pois acreditam que “a palavra da mulher basta para a ruína de um homem”.

O feminismo castrou a atitude masculina ao criminalizar a própria natureza do homem de se aproximar, flertar e olhar. Hoje, qualquer olhar mais lúbrico é considerado assédio; qualquer palavra mais forte é considerada importunação sexual. Qualquer tentativa de um beijo que não seja precedido por um registro em cartório pode ser interpretada como estupro.

O feminismo criou uma legislação e uma cultura histérica que transformou o homem num criminoso em potencial. Consequentemente, o homem, que não é tolo e tem medo de perder o emprego por uma denúncia vazia, de ser cancelado ou de ser preso — visto que a palavra da mulher basta para a sua ruína —, se retrai. Ele se isola no celular ou recorre a aplicativos, onde sente uma segurança maior de que a outra parte realmente deseja algum contato.

A RESSIGNIFICAÇÃO DA MASCULINIDADE: Este é um movimento cultural e social que questiona os papéis, comportamentos e expectativas tradicionais associados ao ser homem. Refere-se ao processo de desconstruir modelos tradicionais e restritivos de masculinidade, como a “masculinidade tóxica” ou “hegemônica”, que privilegiariam a força, a racionalidade e a repressão de sentimentos.

JOGO DE PODER: Por trás dessas narrativas que buscam desconstruir os homens, gerando uma crise de identidade masculina, existe uma estratégia política. Sociedades com homens pacíficos e enfraquecidos são ideais para a instalação de regimes autoritários. Essa estratégia também visa fazer com que as mulheres se envergonhem de seu papel, “empoderando-as” para se oporem ao homem, retirar-lhe a liderança e enfraquecer as famílias. No caos social, o Estado aparece como salvador, tornando-se o provedor e substituindo o papel da família. Essa visão, sabemos, não é majoritária em meios acadêmicos e científicos, os quais, em sua grande maioria, não reconhecem isso como um jogo de poder.

EXPECTATIVAS IRREAIS: Muitas mulheres idealizam um padrão de homem (forte, alto, protetor, sensível, romântico) que é raro, e rejeitam aqueles que não se encaixam nesse estereótipo. Se o homem é “alfa”, provedor, forte e decidido, taxam-no de “macho tóxico”. Se o homem é sensível e romântico, chamam-no de “desconstruído”, consideram-no frouxo e não sentem atração por ele.

A VIOLÊNCIA DO CAOS: Nesse cenário, homens abrutalhados, insensíveis e revoltados com o que os apequena, reagem de forma destrutiva contra a perda de seu papel social e cometem feminicídios. Ao se sentirem acuados e despojados de sua dignidade masculina por uma cultura que os vilipendia, alguns indivíduos perdem o referencial de proteção e honra, descambando para a violência extrema. Essa revolta é o subproduto de uma ideologia que, ao tentar domesticar o instinto masculino através da humilhação, acaba por despertar o que há de mais primitivo e brutal.

É um paradoxo cruel: ao mesmo tempo em que se impõe uma cultura de repressão ao homem comum, os dados mostram que nunca tivemos tantos feminicídios no mundo. Isso prova que a criminalização do flerte e a “apequenação” do homem civilizado não impedem a barbárie; pelo contrário, apenas retiram o homem de bem do convívio, deixando as mulheres mais expostas àqueles que não respeitam lei alguma. A estratégia de enfraquecer o homem, portanto, não gera harmonia, mas um ambiente de hostilidade e revolta.

CONCLUSÃO: Se a “cultura feminista” não mudar, as mulheres continuarão sozinhas e os homens se afastarão cada vez mais por medo real de represálias legais.

O homem está com medo: medo de ser preso, de ser cancelado ou de perder o emprego por uma denúncia vazia de uma mulher que se sentiu ofendida por um “oi” de que não gostou. Isso ocorre por causa dessa ideologia nefasta que separou os sexos e colocou o homem como um inimigo. Se não houver uma reversão dessa cultura do cancelamento e dessa criminalização do flerte, a solidão feminina será o padrão do futuro.

Ou seja, criaram um paradoxo impossível de ser resolvido. Ao tentar proteger a mulher, tornaram a interação natural entre os sexos um “campo minado”. O resultado é este ciclo de solidão: homens retraídos por temor e mulheres sozinhas e amarguradas, reclamando que não existe mais homem no mercado. O homem existe, mas está com medo de ser acusado e parar na delegacia.

JC COUTINHO

12 de dezembro de 2025

MUNDIAL DE CLUBES

Atualmente, existem dois torneios principais organizados pela FIFA que definem o melhor clube do mundo:
1) COPA INTERCONTINENTAL DA FIFA (Torneio Anual): Este torneio é considerado o sucessor do antigo Mundial de Clubes anual (que existiu de 2000 a 2023) e da Copa Intercontinental original (a antiga “Copa Toyota”).
2) MUNDIAL DE CLUBES FIFA (Torneio Quadrienal): Começou em 2025, disputada a cada quatro anos (de forma similar à Copa do Mundo de Seleções). Reúne 32 equipes de todos os continentes, com vagas distribuídas por confederações (títulos continentais e ranking de clubes).
A FIFA, desde 2017, reconhece oficialmente todos os vencedores da Copa Intercontinental (1960-2004) como Campeões Mundiais de Clubes.
Até hoje, seis clubes brasileiros são reconhecidos pela FIFA como Campeões Mundiais:
São Paulo (1992, 1993, 2005),
Santos (1962, 1963),
Corinthians (2000, 2012),
Flamengo (1981),
Grêmio (1983) e
Internacional (2006).

AQUECIMENTO GLOBAL

Segundo o meteorologista Luiz Carlos Molion, o climatologista Ricardo Felício e muitos outros cientistas pelo mundo afora, O HOMEM NÃO INTERFERE NO CLIMA GLOBAL (somente no clima local). O aquecimento global antropogênico (causado pelo homem) é considerado uma “farsa” e não é real.
INFLUÊNCIAS NATURAIS DOMINANTES: O clima global é controlado principalmente por fatores naturais, como:
1) O Sol (variações em seus ciclos).
2) Os Oceanos (que cobrem 71% da superfície e são grandes reservatórios de calor), sendo o Oceano Pacífico um grande “comandante do clima global”.
3) Ciclos Naturais de Mudança: A Terra passa por ciclos naturais de aquecimento e resfriamento ao longo da história, e o que é observado atualmente faz parte dessa variabilidade natural.
O PAPEL DO CO₂: O Gás Carbônico CO2 não é um vilão, não controla o clima, e não é tóxico. É, na verdade, o “gás da vida”, sendo um produto/resposta do aquecimento e não a sua causa. Ele argumenta que períodos de resfriamento já ocorreram mesmo com o aumento das emissões de CO2 (ex: pós-Segunda Guerra Mundial até 1976).
RESFRIAMENTO GLOBAL: Luiz Carlos Molion sugere que o planeta pode estar entrando ou já entrou em um período de resfriamento global, e não aquecimento.
INTERESSES ECONÔMICOS: Argumenta que por trás do discurso do “aquecimento global” existem interesses econômicos e políticos dos países desenvolvidos.
A AMAZÔNIA E O CLIMA GLOBAL: Em outras apresentações, Molion argumenta que a Amazônia não interfere no clima do planeta em um ponto de vista global, mas sim em nível local.
AQUECIMENTO DO PLANETA: Segundo o climatologista Ricardo Felício o aquecimento do planeta não é causado pelo ser humano, mas sim por ciclos naturais e históricos de elevação e queda de temperatura da Terra, argumentando que a influência humana não tem a magnitude necessária para manipular o clima em escala global.
AÇÃO HUMANA: Felício argumenta que a ação humana é de uma magnitude muito pequena e absurda para manipular ou afetar o clima global do planeta, que é controlado por forças gigantescas (como o Sol, a atividade vulcânica, e ciclos naturais). Ele chega a afirmar que “o homem não tem condições de afetar o clima global”.
CRÍTICA À “TEMPERATURA MÉDIA GLOBAL”: Felício argumenta que a ideia de uma “temperatura média” do planeta é uma abstração sem representação física real. Calcular uma temperatura média para uma área tão vasta e geograficamente diversa quanto a superfície da Terra (510 milhões de km²) é uma abstração total e não tem significado prático ou científico. As temperaturas variam de extremos negativos a positivos, tornando a média, em sua visão, inútil.
VISÃO GEOPOLÍTICA: O climatologista costuma afirmar que o alarme sobre o aquecimento global é "100% geopolítica" e que a agenda climática (como o conceito de “desenvolvimento sustentável”) visa conter o desenvolvimento de países pobres, como o Brasil.
TEMPERATURAS ELEVADAS SÃO BENÉFICAS: Felício defende que historicamente, períodos com temperaturas mais elevadas coincidem com a abundância na natureza, e que o resfriamento do planeta (eras glaciais) é que traz o empobrecimento, como o aprisionamento de água nas geleiras.
NEGACIONISMO: É importante destacar que os posicionamentos de Luiz Carlos Molion, assim como o de Ricardo Felício, são considerados de maneira pejorativa, como “negacionistas”, como na ciência não pudesse haver questionamentos e refutações. A palavra negacionista é considerada depreciativa porque implica que a pessoa nega a realidade por razões ideológicas, motivações alheias à ciência ou teorias da conspiração, e não por ceticismo ou dúvida genuína, que são saudáveis no meio científico. 
É usada frequentemente para criticar ou insultar adversários políticos, rotulando-os como indivíduos que promovem discursos de ódio e rejeitam a ciência. Chamar alguém de “negacionista” serve muitas vezes para silenciar o oponente e estigmatizá-lo, sendo uma tática que pode superficializar o debate político.
Utilizar uma palavra de ataque, que outrora teve significado e que hoje em dia é apenas uma ofensa barata para descaracterizar qualquer opositor político, não só é desonestidade intelectual, como é incapacidade de debate de ideias.
JC COUTINHO

CASAMENTOS DURADOUROS

O estudo de 85 anos da Harvard revelou que casamentos duradouros não se sustentam em sentimentos cinematográficos, mas na capacidade de conviver com as particularidades do outro. Casais que permaneceram juntos por décadas não tentavam “reeducar” um ao outro. Uma mulher disse: “Ele ronca há 40 anos e eu parei de brigar com isso.” A base era a aceitação, não flores ou serenatas.

1. O segundo padrão é saber deixar os conflitos passarem, em vez de se aprofundar em cada detalhe. Casais que discutiam sobre tudo e brigavam para provar quem estava certo se separavam com mais frequência. Aqueles que permitiam que algumas coisas ficassem sem serem ditas duravam mais. Um marido confessou: “Aprendi a ficar quieto quando ela está chateada, e no dia seguinte já estamos rindo novamente.” Não era amor que o mantinha, mas o entendimento de que a paz valia mais que vencer.

2. Outro fator oculto era a rapidez para se reconciliar após as brigas. Psicólogos da Harvard identificaram que, em casamentos sólidos, sempre havia um parceiro que fazia as pazes primeiro, mesmo se acreditasse estar certo. Era como “sacrificar o ego pela tranquilidade”. Como resultado, essas pessoas apresentavam melhor saúde, memória mais clara e maior satisfação com a vida. Não se tratava de romance, mas de um mecanismo funcional.
3. O verdadeiro elo era a mentalidade de “nós contra o mundo”. Casamentos com mais de 30 anos frequentemente resistiram à pobreza, dívidas, pressões familiares ou gerir um negócio juntos. As pessoas disseram: “Conseguimos porque permanecemos unidos contra tudo”. Não foram os filhos ou a paixão, mas as batalhas compartilhadas que os tornaram inabaláveis, criando um vínculo mais forte que promessas.
4. E uma última surpresa: a capacidade de suportar crises. Todo casamento tem momentos críticos, mas aqueles que não tomaram decisões precipitadas frequentemente observaram que, depois de seis meses, a tempestade passava. “Decidi não agir, e tudo passou” foi a resposta mais comum. Harvard concluiu: casamentos duradouros sobrevivem pela paciência em momentos que tudo parece perdido.
Fonte do Texto: O texto original é baseado nas conclusões do Estudo de Desenvolvimento Adulto de Harvard (Harvard Study of Adult Development), um dos estudos longitudinais mais longos da história.