29 de agosto de 2025

LIVRO "FRAGMENTOS DA VIDA"


Uma coletânea de excertos de diversas obras e ensaios próprios, versando sobre acontecimentos e questões do mundo contemporâneo. Um livro incisivo que defende, sem radicalismo, a ciência perante o dogmatismo exacerbado. Versa, entre outros, sobre ceticismo, ciência, crenças, dogmas, egoísmo, evolucionismo, filosofia, imortalidade, justiça divina, livre-arbítrio, religião, pseudociências.

Nesta obra envolvente, o leitor poderá, ao desvendar os segredos de sua mente, encontrar o “seu eu”, não no enigmático e inatingível mundo da metafísica, mas na espiritualidade em estado puro, no sublime que temos em nós. É também um livro, que penetra nos mistérios mais profundos da vida humana, nas três perguntas básicas. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

É recomendado especialmente para pessoas que procuram avaliar sua fé em bases mais sólidas e racionais. Seu objetivo final é ajudá-lo a buscar respostas. Ajudá-lo a encontrar o seu caminho, sua verdade ou, pelo menos, a fazê-lo refletir. Não se pretende fazer ninguém mudar os ideais. Nem a jogar fora suas crenças. Sua fé.

CAPÍTULOS DO LIVRO:
TEXTOS & EXCERTOS
REFLEXÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS
DOUTRINAS ORIENTAIS
CRONOLOGIA DA FÉ
DE VOLTA AO JARDIM DO ÉDEN
METAFÍSICA DOS VASOS COMUNICANTES
FRAGMENTOS FILOSÓFICOS
PENSAMENTOS & REFLEXÕES
FRAGMENTOS EM POESIA


A NATUREZA DA LEI

Hoje existem dados suficientes de que não há um Ser “pessoal” responsável pela criação do universo e que o que existe e é conhecível está limitado a fenômenos empíricos. Essa perspectiva, tanto a de Einstein, a de Aristóteles, quanto a de Spinoza, oferece uma reflexão profunda sobre a natureza da realidade, separando-a de qualquer conotação emocional ou pessoal. O que existe é um conjunto de leis que governam o universo, operando de maneira fria e implacável, indiferente a qualquer valor humano.

EINSTEIN E A LEI NEUTRA: O cientista Albert Einstein, ao se referir a Deus, o definia como a Lei. Deus, dizia Einstein, é a Lei. A Lei funciona automaticamente; quem se opõe à Lei, se maldiz, se aniquila a si mesmo. Isto nada tem a ver com um Deus pessoal, com um Deus emocional, que se possa irritar. Na Lei não há amor nem ódio; a Lei é essencialmente neutra. A Lei, é bom insistir, é totalmente indiferente à dor, ao sofrimento, à maldade, à bondade, à beleza, à feiura ou a qualquer outra coisa que possamos valorizar. Não tem propósito ou finalidade. Não atua com objetivos. Não “pretende” chegar a nada em particular; não planeja, não olha para a frente não prevê. É indiferente.

ARISTÓTELES E O PRIMEIRO MOTOR IMÓVEL: Essa visão de um ser supremo impessoal e indiferente também foi defendida pelo filósofo grego Aristóteles. Para ele, o conceito de Deus, que ele chamava de “Primeiro Motor Imóvel”, não se importava com a criação. Para Aristóteles, Deus é impessoal e indiferente em relação à criação. É impensável que Deus (o Absoluto) ame alguma coisa (algo que não seja ele mesmo), dado que o amor é sempre “tendência a possuir algo de que se é privado” e Deus não está privado de nada.

O DEUS DE SPINOZA: UMA FILOSOFIA DA NATUREZA: Outra perspectiva relevante sobre um Deus impessoal vem do filósofo holandês Baruch Spinoza. Para ele, Deus não é um ser transcendente, que existe fora do mundo, mas sim a própria Natureza. Spinoza defendia que Deus é a substância única, a totalidade de tudo o que existe. Ele não possui emoções, não julga e nem intervém nos assuntos humanos. O Deus de Spinoza é a ordem racional e necessária do universo, um sistema de leis imutáveis. Essa concepção, conhecida como panteísmo, sugere que a realidade e a divindade são a mesma coisa. Compreender Deus, para Spinoza, é compreender as leis que governam o cosmos. Ele não é um ser a ser adorado ou temido, mas sim a essência da própria existência, a causa de todas as coisas.

JC COUTINHO

A NATUREZA NÃO É CRUEL

Às vezes dizemos que tudo que vem da natureza é lindo e bom. Que existe um justo equilíbrio. Mas, assistindo aos ataques de animais selvagens, verificamos que esse equilíbrio só ocorre em cima de quem é mais fraco ou doente. É de dilacerar o coração ver imagens de animais lutando pra sobreviver, sendo literalmente comidos e agonizando. Muito sofrimento em cima de quem deveria ser amparado. Mas sempre funcionou assim, mesmo por que os animais precisam comer. No mundo animal o mandamento “NÃO MATARÁS” não funciona!

No livro “Os Dentes da Galinha”, STEPHEN JAY GOULD fala que o maior desafio dos que queriam provar a bondade divina de deus na natureza não eram os carnívoros e sim algumas espécies de marimbondos. Alguns marimbondos, através de um longo ovopositor, injetam ovos dentro de outros insetos (larvas, aranhas, lagartas) e juntamente com o ovo injetam uma droga paralisante. Quando o ovo eclode a larva do marimbondo vai devorando seu hospedeiro de dentro para fora (fez analogia ao filme Aliem). 

O autor conta que a larva chega ao ponto de evitar os órgãos vitais para manter seu hospedeiro vivo e fresco o maior tempo possível. Ao final, apenas existe uma cápsula vazia onde antes era um animal. Ele também relata que algumas espécies depositam não apenas um ovo mais milhares. Em uma passagem relata sobre uma lagarta se contorcendo com cerca de 3.000 larvas devorando-a por dentro.

Parece que realmente deus foi muito inspirado e benevolente quando criou tais seres. Entretanto, reconhece-se que é apenas uma visão deturpada da natureza, feita com valores humanos, motivada em um código ético e moral de um deus antropomórfico, criado pelo homem, justo e bondoso. É o homem olhando para a natureza e querendo interpretá-la como nela existissem todas as características que ele possui (amor, ética, compaixão, caridade, ódio).

A natureza pode realmente ser cruel, mas essa crueldade não é a maldade que nós seres humanos (almados) às vezes praticamos. Como disse o Gengis Khan, essa é a lei, os seres vivos só conseguem obter a energia para sobreviver se alimentando de outros.

É certo que pode ser comovente ver um animal mais forte matar e devorar um mais fraco, mas eles não fazem isso porque querem, isso é instinto, não maldade.

Retirado do Livro “Os Dentes da Galinha” - Stephen Jay Gould

FELICIDADE

É uma infinda aspiração,
Que não tem definição.
Uma sublime satisfação,
Oferecida pela religião.

É lucidez e poesia,
Equilíbrio e alegria.
Diferente de ufania,
Que passa como a euforia.

É sentir-se por inteiro,
Mesmo não sendo costumeiro.
É sentir-se verdadeiro,
Mesmo na pele dum cordeiro.

É a verdade,
Até na adversidade.
É a integridade,
Mesmo na hostilidade.

É ser congruente,
Sem ser intransigente.
É estar contente,
Sem estar indiferente.

É uma alegre emoção,
Um amor sem aflição.
Nada a ver com a paixão,
Que passa como um tufão.

É uma impressão marcada,
De uma ternura ilimitada.
Duma inspiração chegada,
Que nunca é finalizada.

JC COUTINHO

ESPIRITUALIDADE

É uma intensa conexão,
Que nos causa inspiração,
Nada a ver com religião,
Que crê por suposição.

Um eterno meditar,
Sem saber onde chegar,
Diferente de rezar,
Que sabe o que almejar.

É humildade,
Que se nutre de bondade,
Mesmo na adversidade,
Busca pela integridade.

Um eterno observar,
E ao mundo contemplar,
E aos outros respeitar,
Sem nada ambicionar.

É uma sublime emoção,
Um amor em profusão,
Mesmo tendo a sensação,
De que não haverá revelação.

É a busca da verdade,
Mesmo sem conhecer a realidade.
É a busca da finalidade,
Mesmo sem entender a causalidade.

JC COUTINHO

28 de agosto de 2025

"TEORIA" DO SUBDESENVOLVIMENTO

PRODUÇÃO NACIONAL: ESTÁVEL OU COM CRESCIMENTO MENOR QUE O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO.

(+) POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA EM CRESCIMENTO: (FALTA DE CONTROLE DE NATALIDADE).

(=) GERAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA “ESCRAVA”: REDUÇÃO DA RENDA POR HABITANTE.

GRANDES EMPRESÁRIOS, PODER ECONÔMICO, GOVERNO: NECESSITAM DE “ESCRAVOS” PARA GERAR A PRODUÇÃO NACIONAL DE BENS E SERVIÇOS (REDUÇÃO DE CUSTOS).

(+) RELIGIÕES E SEITAS: NECESSITAM DE FIÉIS, SEM RACIOCÍNIO LÓGICO, OBEDIENTES E DE BAIXA RENDA, PARA SEGUIR SEUS DOGMAS E MOTIVAR A PRÁTICA DA CARIDADE.00

(+) MÍDIA EM GERAL (TELEVISÃO, NOVELAS, ETC): ESTIMULAM O RACIOCÍNIO MEDÍOCRE E A REPRODUÇAO HUMANA.

(=) RESULTADO 1: CONSTRUÇÃO DE UM PAÍS DE 3º MUNDO, ONDE OS “ESCRAVOS” PRODUZEM AQUILO QUE NUNCA VÃO CONSUMIR E SÃO ALEGRES(*) GRAÇAS AOS DOGMAS RELIGIOSOS E AO RACIOCÍNIO MEDÍOCRE GERADO PELA MÍDIA.

(=) RESULTADO 2: PAÍSES DE 1º MUNDO POSSUEM CAPITAL, RACIOCÍNIO LÓGICO E CONTROLE ESPONTÂNEO DE NATALIDADE, ESTABELECENDO UMA SOCIEDADE DE CAPITAL E TRABALHO C/ OS PAÍSES DE 3º MUNDO, DEVIDO AO EXCESSO DE MÃO-DE-OBRA OCIOSA EXISTENTE NESTES PAÍSES.

(*) NOTA: ALEGRE - Contente, satisfeito; FELIZ - Afortunado, venturoso, próspero, bem-sucedido (Dicionário AURÉLIO).  (*) Situação em 2004. De lá, para cá, melhorou um pouco.

27 de agosto de 2025

ESTATUTO DOS CÃES & GATOS

1º ABRIGO PARA ANIMAIS: Assim como para os humanos, abrigos (creche, pensionato e asilo) para os animais (cães & gatos) rejeitados e/ou abandonados com enfermidades ou deficiências físicas.

2º HOSPITAL PARA ANIMAIS: Assim como para os humanos, ambulatórios e hospitais para os animais de estimação doentes e para os rejeitados e/ou abandonados com enfermidades.

3º CASTRAÇÃO JÁ: Assim como para os humanos, castração gratuita para todos os animais rejeitados e/ou abandonados, para que não procriem descontroladamente.

4º COMÉRCIO DE ANIMAIS: Assim como para os humanos, proibição de comercialização e criação de animais (cães & gatos) com fins financeiros.

5º ESTATUTO DOS CÃES DE GUARDA: Assim como para os humanos, estatuto para cães de guarda, de grande porte (tipo Rottweiler, Pitbull, Dobermann), fazendo o seu controle sensorial (cadastro e clipagem), evitando seu comércio, seu adestramento para combate e ataques nas ruas.

6º LEI DO PONTAPÉ: Assim como para os humanos (crianças), lei para penalizar os maus-tratos em animais.

7º BOLSA ANIMAL: Assim como para os humanos, bolsa alimentação (ração) para os animais (cães & gatos) abandonados, adotados, registrados, bem cuidados, com as vacinas recomendadas em dia.

TODOS OS ANIMAIS SÃO PROTEGIDOS POR LEIS: todos os animais existentes no País são tutelados do Estado (Art. 1º do Decreto nº. 24.645, de 10 de julho de 1934).

MAUS-TRATOS AOS ANIMAIS: para os efeitos de Lei, entende-se por maus-tratos toda ação contra os animais que implique crueldade, especialmente ausência de alimentação mínima necessária, excesso de peso de carga, tortura, uso de animais feridos em atividades, submissão a experiência pseudocientífica e o que mais dispuser o decreto federal n° 24.645/1934 (Art. 2º da Lei 2.095, de 12 de fevereiro de 1998). 

VOCÁBULOS GAUCHESCOS & PORTUGUESES

À MODA DA CASA – Quando se faz alguma coisa de improviso. Não da maneira que deveria ser, mas da que se sabe fazer.

ACABOU DE ACABAR – Terminou.

AGUENTAR O TIRÃO – Sustentar uma opinião.

ANDAR PELAS CARONAS – Andar mal, estar em dificuldade.

ARRASTAR A ASA – Enamorar-se. Engraçar-se.

BOTAR OS CACHORROS – Falar mal de alguém.

CALMA NO BRASIL QUE PORTUGAL É NOSSO – Significa: Ir com calma. Não se estresse. Vai devagar. Não seja afoita e estabanada.

CHORAR AS PITANGAS – Lamuriar-se.

COM UM OLHO NO PADRE OUTRO NA MISSA – Disse de que quer fazer duas coisas ao mesmo tempo.

DAR COM OS BURROS N’ÁGUA – Dar-se mal, ser malsucedido.

DAR UMA DE JOÃO SEM BRAÇO – Se fazer de desentendido, fingido.

DE ORELHA EM PÉ – Atento, de sobreaviso.

DE RÉDEAS NO CHÃO – Entregue, submisso, apaixonado.

ENSINAR A MISSA AO VIGÁRIO – Disse de quem quer ensinar alguma coisa a alguém que sabe mais do que a gente.

É TIRO DADO E BUGIO DEITADO – Acertar de primeira. Ter certeza do que faz.

É UM LAMBÃO – Relaxado no comer. Respingava a comida na toalha e na roupa.

É UM MARIQUINHAS – Homem medroso. Que não tem coragem.

ENCIMA DO LAÇO – No último instante, encima da hora.

ENTREGAR AS FICHAS – Ceder, concordar.

ESQUECI DE LEMBRAR – Não lembrei.

EU NÃO CHORO POR CHORAR É PORQUE NÃO CONSIGO ME CALAR – Choro quando alguém faz manha, isto é, ficar chorando sem nenhum motivo importante.

ISTO NÃO HÁ DE SER NADA – Não te preocupa que o acontecido não terá nenhuma consequência maior. O que aconteceu será superado com facilidade.

ÍNDIO VELHO – Camarada.

IR ÀS FAVAS – Mandar longe.

IR AOS PÉS – Fazer as necessidades no vaso sanitário.

TODO LAMBIDO – Pessoa que usava brilhantina no cabelo deixando-o cremoso e lambuzado.

TODO ALMOFADINHA – Pessoa bem-vestida, porém sem contexto. Todo arrumadinho.

MAIS VELHO QUE A SÉ DE BRAGA – Para dizer que alguma coisa era sabida há muito tempo. Algo muito antigo.

NEM TANTO AO MAR NEM TANTO AO ROCHEDO – Deve-se usar o meio termo, a média, o bom senso com relação a alguma atitude que devemos tomar.

FICOU OUGADO – Disse da situação de quem deseja muito comer alguma coisa e deixa de fazê-lo. A consequência era que o cabelo do redemoinho da cabeça ficava levantado e não havia jeito de baixá-lo até que fosse satisfeito o desejo.

PARECE UM RABO DE BACALHAU – Pessoa muito magra.

PRA MORRER BASTA ESTAR VIVO – Expressão de conformismo quando se recebe a notícia da morte de alguém. Todos vão morrer.

PODES TER PENA – Expressão de ironia para desdenhar alguém que faz alguma coisa que não deveria.

PRA QUEM É BACALHAU BASTA – Quem não muito valor, não pode exigir muita coisa.

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO – Deve-se fazer as coisas conforme as condições que se tem.

QUEM NÃO TEM COIMBRA TEM QUE TER TARIMBA – Significa que quem não estudou deve procurar fazer um trabalho utilizando a experiência e a habilidade pessoal.

QUEM TEM TENDA QUE A ATENDA OU ENTÃO A VENDA – Quem tem sob a sua responsabilidade um encargo deve procurar fazer o melhor para atendê-lo ou então desfazer-se dele.

SE CALHAR – Se puder, se coincidir.

TÁ VISTO – Quando se quer ir embora de algum lugar. Expressão muito útil quando se quer dar por encerrada uma visita.

TEM BOPRIGO – Significa que não há perigo. Não há motivo para maiores preocupações.

TUDO É BOM, TUDO É BOM, MAS O VINHO É O MELHOR – Para enaltecer o prazer de beber vinho em relação a outros de menor interesse.

SE DEITAR NAS CORDAS – Fazer corpo mole.

ESTAR COM O DIABO NO CORPO – Estar furioso, insuportável.

FRIO DE RENGUEAR CUSCO – Frio tão intenso que deixa o cachorro mancando.

FOI PRAS CUCUIAS – Morreu, escafedeu-se.

JUNTAR OS TRAPOS – Casar, viver junto.

LAMBER A CRIA – Mimar o filho.

LARGAR DE MÃO – Desistir, abandonar.

MATAR CACHORRO A GRITO – Estar sem dinheiro, na miséria, viver com dificuldade.

METER A VIOLA NO SACO – Calar-se, desistir, acovardar-se.

MORAR PARA FORA – Morar no campo (fazenda, sítio ou vila pequena).

NA PONTA DOS CASCOS – (Estar) em posição excelente, pronto para atuar.

NEM TE CONTO – Vou te contar.

NO MATO SEM CACHORRO – Em dificuldade, em apuros.

OLHAR DE COBRA CHOCA – Olhar dissimulado.

PEGAR UM PELUDO – Quase atolar o automóvel na areia ou barro.

SE APROCHEGAR – Chegar mais próximo, se acomodar.

SENTAR O BRAÇO – Surrar, espancar, esbofe tetar, bater.

FAVAS CONTADAS – Certeza de que as coisas já estão decididas.

RAIO QUE O PARTA – Expressão de raiva, indignação.

TEM, MAS ACABOU – Tinha, não tem mais.

TERNEIRO GUACHO – Tomador de bastante leite.

TOMAR UMA CAMAÇADA DE PAU – Apanhar.

TOMAR UMA TUNDA DE LAÇO – Apanhar.

Alguidar – vasilha de uso doméstico

Amainar – diminuir a força de (vento, mar, etc.)

Aprochegar – aproximar-se, chegar perto.

Atucanado – atrapalhado, cheio de problemas.

Auto – automóvel.

Azucrinar – importunar, irritar.

À míngua – penúria, pobreza extrema.

Baita – grande, crescido.

Baixeira – roupa de baixo para proteger do frio.

Bauru de chouriço – sanduíche com chouriço.

Beleléu – lugar de localização indefinida.

Biaba/cascudo – golpe sutil na cabeça, aplicado com o nó dos dedos.

Brigadiano – policial militar.

Buchicho – confusão, tumulto.

Cacetinho – pão francês.

Cancheiro – pessoa que tem experiência e/ou habilidade em alguma coisa.

Carpim – meia de homem.

Cascudos – agredir na cabeça com o nó dos dedos.

Chapa – radiografia ou dentadura.

Chofer de praça – motorista de táxi.

Chuva guasqueada – chuva fustigante tocada a vento.

Cibo – pequena porção de qualquer coisa,

Cisco – lixo.

Corpinho – sutiã.

Cupincha – camarada, companheiro, amigo.

Dá de fazê – dá para fazer.

De vesgueio – olhar diagonal, transversal, olhar de relance.

Encertar o pão – comer um pedaço do pão.

Encher o bucho – encher a barriga.

Encucado – cismado, desconfiado.

Escambau – todo mundo, qualquer coisa, de jeito nenhum, impossível.

escambau – já tentei o escambau, mas nada adianta!. pode mandar o escambau!

Estro var – atrapalhar, perturbar.

Entrevero – mistura, desordem, confusão de pessoas, briga.

Escangalhado – quebrado, arrebentado.

Faceiro – alegre, de bem com a vida.

Fardamento – uniforme.

Fatiota – terno, traje, roupa de gala.

Farinha de mesa – farinha de mandioca.

Fogão – amante.

Frescura – sem importância, exagero sem fundamento.

Gazear – faltar, matar aula.

Gomitar – vomitar.

Grilado – desconfiado com alguma coisa.

Imagina! – não tem por quê.

Joia – elogio (legal, beleza).

Lancheria – lanchonete.

lampeiro – audaz, atrevido, ligeiro.

Logo – mais tarde.

Lomba – ladeira.

Melena – cabelo.

Minuano – vento gelado vindo do Polo Sul.

Mota – motocicleta.

Mulher – esposa, mulher.

Naco de pão – pedaço de pão

Pandorga – papagaio, pipa.

Patente – vaso sanitário.

Parelho – liso, homogêneo.

pechada – batida, trombada (entre automóveis).

Perda de tempo – desperdiçar o tempo com algo improdutivo.

Pisar/pisado – machucar/machucado.

Pedro e Paulo – dupla de policiais militares.

Peleia – briga.

Pila – moeda (10 pila, 25 pila – usa-se sempre no singular).

Prende-lhe ficha! – vai em frente.

Quebra-molas – lombada.

Queque – bolo pequeno.

Rebojo – contracorrente de vento, retorno do vento.

Rodilha – pano ou trapo para limpar louça, esfregão.

Sestear – dormir depois do almoço.

Sinaleira – semáforo.

Latagaço – golpe.

Tá safo – está resolvido, em ordem.

Trava – freio, breque.

Trocinho – mulher nova.

Tu vê só – entendes (tu vê só como são as coisas).

Vento encanado – corrente de ar, ar encanado.

Tunda de pau – apanhou bastante.

Veranear – passar o verão.

Visse – viste, escutaste, entendeste (visse o que o presidente falou?).

Vivente – criatura viva, pessoa, indivíduo.

Zorrinha – carrinho muito baixo, com quatro rodas.

VACINAS X IMUNIDADE

Vemos constantemente nos meios de comunicação informações sobre as vacinas, mais precisamente sobre a vacina contra influenza, que contém as cepas: H1N1, H3N2 e B. Informam que embora não evitem a ocorrência da gripe, amenizam os sintomas e reduzem o risco de complicações e óbitos causados pela doença e quando ocorrem mortes para os vacinados, mesmo sem terem comorbidades, informam que apresentavam baixa imunidade.

Em tempos de constantes desafios sanitários, como os surtos sazonais de gripe e outras infecções respiratórias, cresce a necessidade de repensarmos as estratégias de saúde pública. Muito se fala sobre a importância das vacinas, que de fato desempenham um papel relevante na redução da gravidade dos sintomas e das taxas de mortalidade. No entanto, há um aspecto muitas vezes negligenciado: a prevenção baseada no fortalecimento do sistema imunológico.

Diversos relatos e estudos apontam que pessoas com boa imunidade, vacinadas ou não, tendem a apresentar respostas mais eficazes às infecções e às comorbidades. Isso nos leva a questionar: por que os sistemas de saúde não priorizam ações voltadas à promoção da imunidade natural como eixo central da prevenção?

Investir na verificação da imunidade individual, principalmente entre idosos, imunodeprimidos e pessoas com carência de vitaminas, poderia transformar significativamente os indicadores de saúde pública. A suplementação adequada de nutrientes essenciais — como vitamina A, vitamina B, vitamina C, complexo D, Zinco, Selênio, Magnésio, Coenzima Q10, Ômega 3 e Probióticos, está amplamente associada à melhora da resposta imunológica, sendo uma medida preventiva de baixo custo e alto impacto.

Além disso, é claro, a nutrição equilibrada, o estímulo à prática de atividades físicas, o controle do estresse e o sono adequado são pilares fundamentais de uma imunidade forte e duradoura. Esses fatores, infelizmente, ainda são pouco abordados nas campanhas e políticas públicas de saúde.

Do ponto de vista econômico, uma política preventiva centrada na manutenção da saúde e não apenas no combate à doença representa custos significativamente menores do que os gastos recorrentes com vacinas, hospitalizações e medicamentos. A prevenção, nesse contexto, não deve ser vista como um complemento, mas como estratégia principal e sustentável.

Portanto, repensar o modelo de saúde vigente — que muitas vezes prioriza a reação ao invés da prevenção — é urgente. Uma saúde pública eficaz deve investir não apenas em tecnologias e intervenções médicas, mas também na educação, suplementação e fortalecimento imunológico da população, especialmente dos mais vulneráveis. A ciência já oferece os caminhos. Cabe aos gestores públicos, profissionais da saúde e à sociedade em geral adotarem uma visão mais integrada, duradoura e consciente sobre o que realmente significa promover saúde.

Para finalizar, assim como o “Zé Gotinha” que se tornou um símbolo eficaz para a vacinação infantil no Brasil, pensar em um personagem que represente a promoção da imunidade natural pode ser uma forma poderosa de educação em saúde, especialmente voltada para crianças, idosos e públicos em situação de vulnerabilidade. Um nome sugestivo seria “Zé Vital”, um personagem simpático voltado para a saúde integral, unindo ciência e natureza, que ensina que fortalecer a imunidade é cuidar de si com equilíbrio e alegria.

JC COUTINHO 

AS ESCOLHAS DA VIDA

No fim da vida, a maioria das pessoas percebe, com surpresa e pesar, que viveu de forma provisória e que as coisas que antes pareciam sem graça ou sem interesse eram, na verdade, a própria vida. Traído pela esperança, o ser humano dança nos braços da morte. Segundo Arthur Schopenhauer, nós tendemos a nos arrepender mais daquilo que não fizemos do, que do que fizemos. Para ele, o arrependimento surge quando percebemos que nossas ações não corresponderam à nossa verdadeira vontade, ou seja, ao nosso caráter essencial.

Por outro lado, e na mesma linha de raciocínio, o filósofo Clóvis de Barros Filho afirma que o caminho que escolhemos terá suas tristezas. É comum ter a impressão de que, se tivéssemos escolhido outro, não viveríamos essas tristezas. Mas viveríamos outras, pois não vivenciamos as dificuldades de uma vida que não vivemos. Apenas a vida que escolhemos nos reserva suas tristezas. É um erro acreditar que outro caminho eliminaria a tristeza e traria apenas alegria.

A vida sempre será complicada e marcada por decepções. Entender isso facilita a jornada, pois qualquer caminho será difícil. Muitos dos problemas são imprevisíveis e destrutivos. Isso não é pessimismo, mas sim uma resistência contra os falsos profetas que nos fazem acreditar que protocolos nos livrarão da tristeza. Ela faz parte da vida de forma profunda.

A vida é feita, antes de mais nada, de tristeza. No entanto, há instantes de alegria que a compensam, e é na esperança desses momentos que continuamos. Quanto menos se espera do mundo, maior a chance de perceber esses momentos. Quanto mais se acredita em um paraíso, mais frustração haverá e mais se perceberá que a felicidade não é constante.

JC COUTINHO