HOMENS
SOB PRESSÃO: A passividade (ou mansidão) masculina
contemporânea não é uma escolha de personalidade, mas um mecanismo
de defesa diante de um novo cenário social e jurídico. O medo de
que uma abordagem seja interpretada como assédio ou importunação
sexual criou um ambiente onde o homem prefere o silêncio e o celular
à iniciativa, visando evitar denúncias que poderiam arruinar sua
vida profissional e pessoal.
QUEIXA
FEMININA: Algumas mulheres reclamam que os homens perderam a atitude
e não tomam mais a iniciativa. Dizem que, em bares e festas, eles
ficam focados no celular, não olham, não se aproximam e não agem.
CRÍTICA
AO FEMINISMO: Os homens argumentam que o movimento feminista é a
principal causa dessa mudança. Segundo eles, o feminismo “castrou”
a atitude masculina através da criminalização de comportamentos
que antes eram vistos como flerte.
MEDO
DAS CONSEQUÊNCIAS LEGAIS: Citam diversas leis e conceitos (Lei Maria
da Penha, misoginia, assédio, estupro presumido) que tornam qualquer
aproximação arriscada, pois acreditam que “a palavra da mulher
basta para a ruína de um homem”.
O
feminismo castrou a atitude masculina ao criminalizar a própria
natureza do homem de se aproximar, flertar e olhar. Hoje, qualquer
olhar mais lúbrico é considerado assédio; qualquer palavra mais
forte é considerada importunação sexual. Qualquer tentativa de um
beijo que não seja precedido por um registro em cartório pode ser
interpretada como estupro.
O
feminismo criou uma legislação e uma cultura histérica que
transformou o homem num criminoso em potencial. Consequentemente, o
homem, que não é tolo e tem medo de perder o emprego por uma
denúncia vazia, de ser cancelado ou de ser preso — visto que a
palavra da mulher basta para a sua ruína —, se retrai. Ele se
isola no celular ou recorre a aplicativos, onde sente uma segurança
maior de que a outra parte realmente deseja algum contato.
A
RESSIGNIFICAÇÃO DA MASCULINIDADE: Este é um movimento cultural e
social que questiona os papéis, comportamentos e expectativas
tradicionais associados ao ser homem. Refere-se ao processo de
desconstruir modelos tradicionais e restritivos de masculinidade,
como a “masculinidade tóxica” ou “hegemônica”, que
privilegiariam a força, a racionalidade e a repressão de
sentimentos.
JOGO
DE PODER: Por trás dessas narrativas que buscam desconstruir os
homens, gerando uma crise de identidade masculina, existe uma
estratégia política. Sociedades com homens pacíficos e
enfraquecidos são ideais para a instalação de regimes
autoritários. Essa estratégia também visa fazer com que as
mulheres se envergonhem de seu papel, “empoderando-as” para se
oporem ao homem, retirar-lhe a liderança e enfraquecer as famílias.
No caos social, o Estado aparece como salvador, tornando-se o
provedor e substituindo o papel da família. Essa visão, sabemos,
não é majoritária em meios acadêmicos e científicos, os quais,
em sua grande maioria, não reconhecem isso como um jogo de poder.
EXPECTATIVAS
IRREAIS: Muitas mulheres idealizam um padrão de homem (forte, alto,
protetor, sensível, romântico) que é raro, e rejeitam aqueles que
não se encaixam nesse estereótipo. Se o homem é “alfa”,
provedor, forte e decidido, taxam-no de “macho tóxico”. Se o
homem é sensível e romântico, chamam-no de “desconstruído”,
consideram-no frouxo e não sentem atração por ele.
A
VIOLÊNCIA DO CAOS: Nesse cenário, homens abrutalhados, insensíveis
e revoltados com o que os apequena, reagem de forma destrutiva contra
a perda de seu papel social e cometem feminicídios. Ao se sentirem
acuados e despojados de sua dignidade masculina por uma cultura que
os vilipendia, alguns indivíduos perdem o referencial de proteção
e honra, descambando para a violência extrema. Essa revolta é o
subproduto de uma ideologia que, ao tentar domesticar o instinto
masculino através da humilhação, acaba por despertar o que há de
mais primitivo e brutal.
É
um paradoxo cruel: ao mesmo tempo em que se impõe uma cultura de
repressão ao homem comum, os dados mostram que nunca tivemos tantos
feminicídios no mundo. Isso prova que a criminalização do flerte e
a “apequenação” do homem civilizado não impedem a barbárie;
pelo contrário, apenas retiram o homem de bem do convívio, deixando
as mulheres mais expostas àqueles que não respeitam lei alguma. A
estratégia de enfraquecer o homem, portanto, não gera harmonia, mas
um ambiente de hostilidade e revolta.
CONCLUSÃO:
Se a “cultura feminista” não mudar, as mulheres continuarão
sozinhas e os homens se afastarão cada vez mais por medo real de
represálias legais.
O
homem está com medo: medo de ser preso, de ser cancelado ou de
perder o emprego por uma denúncia vazia de uma mulher que se sentiu
ofendida por um “oi” de que não gostou. Isso ocorre por causa
dessa ideologia nefasta que separou os sexos e colocou o homem como
um inimigo. Se não houver uma reversão dessa cultura do
cancelamento e dessa criminalização do flerte, a solidão feminina
será o padrão do futuro.
Ou
seja, criaram um paradoxo impossível de ser resolvido. Ao tentar
proteger a mulher, tornaram a interação natural entre os sexos um
“campo minado”. O resultado é este ciclo de solidão: homens
retraídos por temor e mulheres sozinhas e amarguradas, reclamando
que não existe mais homem no mercado. O homem existe, mas está com
medo de ser acusado e parar na delegacia.
JC
COUTINHO