E se eu disser que não temos livre-arbítrio, que ele é uma ilusão e que somos regidos por um sistema determinístico? Todos nós somos máquinas e a automação é natural. A filosofia por trás dessa ideia é que, no futuro, uma máquina será capaz de nos substituir de verdade.
O neurobiólogo, primatólogo e professor da Universidade de Stanford, Robert Sapolsky, é um dos maiores defensores contemporâneos da ideia de que o livre-arbítrio não existe.
O neurocientista e filósofo Sam Harris, autor do livro Livre-arbítrio (Free Will), utiliza experimentos de neuroimagem (como os pioneiros estudos de Benjamin Libet) para demonstrar que, antes mesmo de termos consciência de que vamos falar uma palavra ou tomar uma decisão, os processos neuroquímicos no nosso cérebro já a planejaram e determinaram. Ele defende que a nossa consciência é apenas uma espectadora — e não a autora — das escolhas do cérebro.
Por fim, o visionário da inteligência artificial (IA) e diretor de engenharia do Google, Ray Kurzweil, aposta que, em 2029, a inteligência artificial alcançará a inteligência geral humana (AGI), passando a aprender e evoluir sozinha, sem precisar que nenhum humano programe cada passo. Segundo ele, em 2045, chegaremos à singularidade tecnológica.








