Nem vem de
espada na mão;
Chega
manso, insinuando,
E adormece a
razão.
Rouba o
tempo em ninharias,
Em
distrações
sem valor;
Dissolve
sonhos em telas
Sem
propósito ou ardor.
Muitos temem
ser distintos,
Buscam falsa
identidade;
Trocam o
rosto por palmas,
Perdendo a
autenticidade.
Na tela o
saber recua,
Empalidece a
reflexão;
A ignorância
flutua,
Recebendo
aprovação.
O novo circo
é digital,
Feito de
redes e ilusão;
Muito ruído
e vaidade,
Pouca luz no
coração.
Eis o
espírito da rede,
Que seduz
sem perceber,
Guiando a
passos lentos,
O
rebanho ao não-ser.
Não
caias nessa rede,
Que
promete e faz perder;
Guarda
viva a tua essência,
Para
enfim permanecer.
JC COUTINHO
3º LUGAR NA 51ª FEIRA DO
LIVRO DA FURG 2026
"A POESIA ACONTECE NA FEIRA" (TEMA DA FEIRA)
"A POESIA ACONTECE NA FEIRA" (TEMA DA FEIRA)
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