1.
CENÁRIO DA CIDADE: O cenário na cidade de Rio Grande é desolador.
Quem percorre suas ruas percebe de imediato os sinais do abandono:
patrimônios históricos esquecidos, edificações deterioradas e um
descaso alarmante, como se não houvesse compromisso algum com sua
história, seu povo e seu futuro. Somam-se a isso a falta de
saneamento básico, as drogas e a violência urbana. O silêncio da
negligência se impõe, mas a paisagem clama por socorro.
Não
há investimento no setor imobiliário. Os imóveis, no Centro, são
caros e estão nas mãos de poucos, que não têm interesse em novas
construções. Viviam da especulação imobiliária. Com a estagnação
da cidade, ficaram abandonados, sem ninguém para comprar ou alugar.
Circular
à noite pelo Centro da cidade tornou-se um ato de coragem – e
poucos se arriscam. O local, hoje, é ermo, desolado e sem qualquer
atrativo que motive as pessoas a frequentá-lo. Nem mesmo as vitrines
das lojas permanecem iluminadas ou abertas, tornando o ambiente ainda
mais triste e vazio.
A
Rodoviária, a porta de entrada de qualquer cidade turística, está
deteriorada, mal localizada, sem qualquer atrativo. À noite, também
é um caos.
A
sensação é de que ninguém se importa – de que o poder público
virou as costas para a cidade e a deixou definhar à própria sorte.
2.
ANOS DOURADOS: Rio Grande é uma cidade com um peso histórico
monumental, sendo a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul. Por sua
posição estratégica entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico,
ela acumulou diversos títulos de "primeira" e "pioneira"
que ajudaram a moldar o estado.
A
cidade, que já viveu os seus anos dourados – os idos tempos de
outrora –, hoje está quebrada, falida, sucateada. Lojas fechando,
shoppings sobrevivendo, comércio arruinado, centro abandonado. Até
quando vamos assistir, impotentes, a esse desmantelamento?
O
que ainda sustenta essa bancarrota são as obras da natureza e as
conquistas de gerações passadas: a Praia do Cassino, o porto
marítimo, a universidade, os servidores e os serviços públicos.
Sem esses pilares, Rio Grande já teria deixado de existir. Nosso
comércio sobrevive com farmácias, supermercados, lancherias e
revendas de automóveis.
Mesmo
com um dos maiores PIBs e uma das maiores arrecadações do Estado –
fruto de tributos federais e estaduais –, não conseguimos competir
com a maioria das cidades da Serra Gaúcha e da Metade Norte. Em cada
uma delas, é possível ver a pujança refletida no turismo, no
comércio, na saúde, nas ruas calçadas ou asfaltadas e em grandes
obras de infraestrutura, como túneis, trevos e viadutos."
Se
não houver uma mudança urgente, corremos o risco de perder não
apenas a estrutura da cidade, mas também a esperança de um futuro
melhor.
3.
TURISMO: O turismo em Rio Grande ainda está engatinhando. Depende
mais das obras que a natureza esculpiu do que de investimentos em
infraestrutura, capazes de amparar e impulsionar a atividade
turística. Apesar disso, nos últimos anos, observam-se algumas
pequenas melhorias.
Aqui,
temos a orla da Rua Francisco Campelo e o Rincão da Cebola,
verdadeiros potenciais adormecidos, '‘caindo de maduro’' para se
transformarem em um “mini Cais Embarcadero”, nos moldes de Porto
Alegre, com atrações, gastronomia e espaços de lazer.
O
Mercado Público de Rio Grande deu uma pequena melhorada nos últimos
anos. Mas falta muito para torná-lo uma atração turística,
gastronômica e comercial. Faltam reformas nos pisos, nos banheiros,
melhorias na higiênica, pintura, etc. É preciso torná-lo uma
atração prazerosa de visitar e desfrutar. Falta uma reforma
radical. Está no coração da cidade e poderia ser mais um ponto
turístico de Rio Grande.
As
ilhas de Rio Grande são verdadeiros tesouros adormecidos, guardando
um potencial turístico ainda inexplorado. Com a revitalização das
vias de acesso e uma sinalização eficiente, podemos transformar
essa paisagem. Imagine o impacto de infraestruturas que valorizem
nossa essência, como espaços para o artesanato local, gastronomia
típica e cafés aconchegantes. É hora de despertar esse gigante e
oferecer aos visitantes uma experiência autêntica em meio às
nossas águas.
4.
FUTURO DA CIDADE: O que mais impressiona é a omissão das chamadas
“autoridades”. Onde estão aqueles que deveriam zelar pelo
bem-estar da população? Até quando vamos assistir, impotentes, a
esse desmantelamento?
E
o futuro? O que restará para as próximas gerações? Que legado
deixaremos se continuarmos a permitir que Rio Grande afunde nesse
estado de abandono? Chegou a hora de exigir respostas, de cobrar
ações concretas e de não aceitar mais desculpas vazias. Se não
houver uma mudança urgente, corremos o risco de perder não apenas a
estrutura da cidade, mas também a esperança de um amanhã melhor.
5.
O DESPERTAR DE UMA NOVA CIDADE: Muitas vezes, ouvimos que os
problemas de uma cidade são insolúveis ou que a “conjuntura”
impede a mudança. Mas a verdade é que soluções definitivas não
nascem do acaso; elas esperam pelo Prefeito Visionário. Um Prefeito
que coloque o interesse coletivo acima do interesse político
individual. Aquele que entende que administrar não é apenas apagar
incêndios, mas sim projetar o futuro com coragem e responsabilidade.
Tudo o que se fizer sem levar em consideração essas premissas, com
soluções imediatas e paliativas, na base do “quebra-galho”,
estará fadado ao insucesso.
5.1.
RESPONSABILIDADE COM O DINHEIRO PÚBLICO: O primeiro passo para
reconstruir uma cidade é arrumar a própria casa. Não há espaço
para o desperdício enquanto faltam recursos na ponta para o cidadão.
Corte
de CCs e Cabides de Emprego: Redução drástica de cargos em
comissão e funções gratificadas utilizadas para fins políticos.
A meritocracia e o corpo técnico devem prevalecer sobre o
apadrinhamento.
Fim
dos Gastos Politiqueiros: Substituição de obras de “fachada” e
eventos sem retorno social por investimentos estruturantes que gerem
valor a longo prazo.
Eficiência
Operacional: Redução de burocracia e economia de recursos que
serão reinvestidos onde realmente importa.
5.2.
O RESGATE DA NOSSA IDENTIDADE – CENTRO HISTÓRICO: Um povo sem
memória é um povo sem destino. Restaurar o Centro Histórico não é
apenas uma obra de estética, é um resgate da dignidade urbana e um
motor econômico potente.
Revitalização
Urbana: Iluminação moderna, segurança integrada e restauração
de fachadas para devolver o centro às famílias.
Cultura
Viva: Incentivo para que o comércio, cafés e espaços culturais
ocupem os prédios históricos, transformando o que antes era
abandono em um ponto de encontro vibrante.
5.3.
TURISMO E EMPREGO – O CICLO DA PROSPERIDADE: A visão de futuro
transforma potencial em realidade. O turismo é a “indústria sem
chaminé” que gera emprego rápido e renda local.
Marketing
Profissional: Colocar a nossa cidade no mapa do turismo nacional e
internacional, destacando nossas belezas e nossa história.
Atração
de Investimentos: Criar um ambiente de negócios favorável, com
menos taxas para quem quer empreender e mais incentivo para quem
gera empregos.
Capacitação
Local: Preparar a nossa mão de obra para que as oportunidades
criadas pelo turismo e pelas novas empresas fiquem com a nossa
gente.
6.
O GESTOR COMUM GOVERNA PARA A PRÓXIMA ELEIÇÃO. O PREFEITO
VISIONÁRIO GOVERNA PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO. Esta é a transição
do gasto para o investimento. É a troca do favor político pelo
direito do cidadão. Com coragem para cortar o que é desnecessário
e visão para construir o que é essencial, transformaremos nossa
cidade em um modelo de desenvolvimento, orgulho e prosperidade.
A
meta é clara: sair do ciclo do gasto eleitoreiro para entrar na era
do investimento transformador. Continuo à espera do(a) prefeito(a)
visionário(a) que, um dia, virá. Assim está escrito. Assim será.
JC
COUTINHO

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